
Empresa dos EUA quer ser a primeira companhia aérea para cães
maio 21, 2024
A Bark é conhecida nos Estados Unidos pelas caixas “BarkBoxes”, que contam com guloseimas e brinquedos para cães, entregues na casa dos clientes por meio de assinatura mensal. Agora, além de oferecer as caixas-surpresas, a Bark oferecerá aos clientes voos a bordo de jatos com o mais alto padrão em conforto e bem-estar animal, permitindo os animais viajarem longe dos porões de carga e das caixas de transporte.


A empresa de brinquedos para pets Bark está se preparando para lançar no mercado o primeiro serviço de fretamentos de jatos de negócios voltado para quem tem cães. Com o sugestivo nome de “Bark Air” a companhia planeja oferecer aos animais uma experiência de voo única e a mais agradável possível para as viagens aéreas.
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Segundo a empresa, a ideia surgiu devido aos problemas enfrentados pelos animais em voos comerciais, que voam acondicionados em diminutas caixas no chão ou no porão do avião, dependendo do porte e tipo do animal.
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Inicialmente, haverá apenas dois voos da Bark Air, ambos saindo de Nova York. Um deles decolará do aeroporto Westchester County com destino ao Aeródromo de Van Nuys, em Los AngelesJá o segundo chegará ao Aeroporto Stansted de Londres.



Para o voo, os animais deverão chegar no mínimo a 45 minutos de antecedência, sem utilização de quaisquer caixa de transporte. No caso da viagem para Londres também será proporcionado ao cão e seu dono todo o desembaraço aduaneiro e sanitário.


Os passageiros serão encaminhados para cabines preparadas com itens que acalmam os pets, tais como música ambiente, toalhas aquecidas e fragrâncias como lavanda e feromônios, estes últimos simulando essências naturais liberadas pelos animais usados para a comunicação canina. Estão inclusos também guloseimas, protetores auriculares e jalecos, como parte da filosofia “Dogs Fly First” (cães voam primeiro, em tradução livre) da Bark.

Em um comunicado feito à imprensa , Matt Meeker, cofundador e presidente-executivo da BARK disse: “Estamos entusiasmados em aproveitar os insights que aprendemos ao longo dos anos com a Bark para criar uma experiência que realmente prioriza os cães, o que é drasticamente diferente de apenas aceitá-los, do solo aos céus”.
O cuidado e atenção aos animais nesse voo exclusivo tem um preço. Segundo o site da companhia, dependendo da data da compra, um voo só de ida (para o cachorro e um humano), entre Nova York e Los Angeles custa US$ 6.000 (R$ 11.100 na conversão direta), e entre o mesmo aeroporto de partida e Londres sairá por US$ 8.000 (R$ 41.500).


De acordo com comunicado da empresa, a ideia tem o objetivo de ajudar os donos a viajarem com seus cães. Em geral, viajar com pets é uma tarefa estressante, especialmente porque as companhias aéreas têm políticas diferentes para viagens com animais de estimação. A American Airlines, por exemplo, permite que cães pequenos em uma transportadora sejam colocados sob o assento, mas cães maiores são colocados no espaço de carga, o que pode ser bem complicado para o animal. Já na United Airlines, os pets podem voar na cabine se houver espaço suficiente, mas devem caber em uma transportadora sob o assento. Por enquanto a Bark Air opera apenas nos USA.
As aeronaves terão a marca Bark Air, onde dentro os cães poderão circular livremente, desfrutando de guloseimas e petiscos. Os primeiros trechos serão realizados entre Nova York e Los Angeles, e, posteriormente, entre Nova York e Londres.

A rota Nova York-Los Angeles custa cerca de US$ 6 mil por trecho, enquanto o trecho Nova York-Londres terá o preço de US$ 8 mil. Os donos, claro, podem acompanhar seus animais durante a viagem.
As reservas podem ser feitas pelo site dogsflyfirst.com.
Dono de empresa faz viagem de avião com cachorro para mostrar o que os animais sentem.
Para entender melhor o que os pets passam, Meeker se acomodou num compartimento para cães e teve a caixa carregada num avião através de uma esteira, voando em seguida do sul da Flórida até a cidade de Nova Iorque. Após um voo de 3 horas e 27 minutos, o CEO desabafou: “Não sei por que alguém faria isto com o seu cão”.
Por: Paula Carvalho
Fonte: Época negócios/Marketing / Aero magazine