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Quer Morar na Sicília? Mais Uma Cidade Abre Programa de Casas por 1 Euro

Uma cidadezinha na ilha paradisíaca abru novo incentivo para viajantes, incluindo brasileiros, terem residências ou casas de veraneio por lá; confira o que você precisa saber

Quer Morar na Sicília? Mais Uma Cidade Abre Programa de Casas por 1 Euro
Naro acaba de lançar um programa de casas a um euro, como muitos outros em toda a Sicília, para incentivar a regeneração urbana

Mais uma cidade na Sicília acaba de dar a largada em um programa de casas por um euro. O município de Naro, localizado na província de Agrigento, já está aceitando inscrições de potenciais compradores. Vendedores interessados em fazer parte da iniciativa para adquirir ou vender um imóvel também são bem-vindos.

Para os compradores, as propriedades devem ser destinadas a uso como residência principalcasa de veraneio, pousada ou para atividades comerciais e sedes empresariais. O programa é aberto a cidadãos estrangeiros, incluindo brasileiros, além de empresas privadas e fundações.

Uma lista cada vez maior de cidades com imóveis de um euro

O projeto de casas de um euro é um programa de revitalização urbana que vira notícia toda vez que um novo município adere à ideia. A maioria fica na Itália, mas também há opções na França e na Espanha.

Quer Morar na Sicília? Mais Uma Cidade Abre Programa de Casas por 1 Euro
A Sicília é um dos lugares na Itália que oferece casas por €1

Um dos primeiros programas desse tipo surgiu na Inglaterra. Em 2015, um projeto lançado em Liverpool oferecia casas caindo aos pedaços e abandonadas por apenas £1, desde que fossem reformadas e transformadas em moradias adequadas. Na maioria dos casos, os novos proprietários tiveram que desembolsar dezenas de milhares de libras na reforma.

Trata-se de uma estratégia cada vez mais bem-sucedida para frear o envelhecimento e o esvaziamento da população local, algo que se intensificou à medida que as casas foram ficando abandonadas com a debandada de moradores em busca de emprego nas grandes cidades.

Obviamente, o charme de morar em vilas e cidadezinhas autênticas atrai os compradores. Pense em construções de pedra, ruas de paralelepípedo, arcos charmosos e pátios medievais. O preço, que é real – embora simbólico -, representa apenas o primeiro passo do compromisso que você assume com a prefeitura de investir seu tempo e seu bolso. Em troca, as regiões locais ganham vida nova e se preparam para o século 21 com a chegada de novos moradores.

A cidade de Mussomeli, também na Sicília e a cerca de uma hora de carro de Naro, estava praticamente abandonada há uma década. Segundo o jornal The Times, o programa de casas a um euro deu uma reviravolta completa no município do interior – até antigos moradores estão fazendo o caminho de volta.

Problemas de qualidade de vida (como coleta de lixo, acessibilidade e opções culturais) foram contornados com novos recursos da União Europeia, transporte público aprimorado até Palermo (a capital da Sicília) e a contratação de médicos e profissionais de saúde argentinos. Até o momento, 600 casas foram vendidas para estrangeiros, sendo 180 delas pelo valor de €1. Hoje, a cidade reúne moradores de 18 nacionalidades diferentes, trazendo um novo fôlego com a abertura de cafés, pousadas e a chegada de visitantes.

Quer Morar na Sicília? Mais Uma Cidade Abre Programa de Casas por 1 Euro
ShutterstockMussomelina Sicília, é famosa pelas casas de 1 euro

Na Itália, o jornal britânico The Independent apurou que os custos de reforma continuam relativamente acessíveis, variando entre € 20.000 e € 50.000 (cerca de R$ 121 mil e R$ 302 mil), a depender do tamanho e do estado do imóvel. Corretores de imóveis recomendam que os interessados calculem um investimento em obras em torno de € 1.000 por metro quadrado.

Na França, a Agência Nacional da Habitação (ANAH) estimou que o custo de reforma de muitas dessas casas de € 1 gira em torno de € 80.000 (cerca de R$ 482.500) para uma propriedade com cerca de 100 metros quadrados.

Além do valor de um euro, há custos cartorários, taxas de registro de imóveis e a exigência de que os compradores comprovem capacidade financeira e apresentem um projeto detalhado de reforma. Segundo o portal Idealista, as obras precisam ter garantia bancária ou seguro, além de um prazo estipulado em contrato para serem concluídas. Esse último detalhe faz todo o sentido, já que o objetivo é dar cara nova às vilas e cidades, e não simplesmente passar propriedades abandonadas para novos donos para que continuem vazias.

Naro fica a 20 minutos de carro da praia mais próxima e a cerca de uma hora da principal faixa litorânea do sul. Trata-se de uma região vinícola, com forte tradição agrícola e comunitária.

Como brasileiros podem morar na Itália

Para os brasileiros que sonham em morar na Itália, comprar um imóvel não garante, por si só, o direito de residência. Cidadãos dos Brasil podem permanecer na Itália por até 90 dias em um período de 180 dias sem visto. Se faz necessário um visto de longa duração e uma autorização de residência para ficar por mais tempo.

Até março de 2025, brasileiros com ascendência italiana podiam requerer a cidadania por jus sanguinis, por meio de bisavós ou antepassados mais distantes, desde que cumprissem os requisitos legais e comprovassem a linha direta de transmissão.

Decreto-Lei nº 36/2025 da Itália restringiu consideravelmente essa via. Para a maioria dos novos requerentes nascidos no exterior, a elegibilidade agora exige que o pai, a mãe ou os avós italianos possuam exclusivamente a cidadania italiana. O objetivo, segundo o governo, é conter a comercialização do passaporte italiano e o aumento de solicitações, vindas principalmente da América do Sul.

Fora isso, aposentados ou pessoas com independência financeira podem optar pelo Visto de Residência Eletiva, desde que comprovem uma renda anual contínua de cerca de € 31 mil euros (R$ 186 mil). Esse valor precisa vir de rendimentos de aluguel, aposentadoria ou outras fontes privadas, não sendo aceita renda proveniente de salário ou trabalho ativo.

Outra alternativa para quem trabalha é o visto de nômade digital oferecido pela Itália. Ele tem validade de um ano, desde que você comprove trabalhar remotamente há pelo menos seis meses e ter uma renda anual na casa dos € 25.500 (R$ 153 mil). É possível solicitar ambos os vistos no consulado italiano mais próximo e, ao desembarcar no país, dar entrada na autorização de residência.

Se você está de olho em outras regiões que oferecem projetos parecidos de imóveis a um euro, o portal Idealista conta com um mapa atualizado e detalhes de várias localidades, como Cammarata, Mussomeli e Troina. A região de Abruzzo também concede subsídios financeiros.

Por : Paula Carvalho

Fonte : Forbes Brasil

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